15 de abr de 2009

amante do perigo


Sempre gostei de andar de salto agulha na beira do penhasco, saboreando o perigo e sentindo o vento borrar minha maquiagem e bagunçar meus cabelos.
Costumava correr na beirada, sabendo que um passo significaria o fim.
Corria com uma garrafa de vodka das mais baratas na mão e um cigarro torto e mal aceso entre os dedos amarelos, cambaleando entre a vida e a morte, achando que ali estava a prova que na vida havia algum sentido.
Como cortar para ver o sangue escorrer, como roubar para sentir o risco de ser pego, como mentir para driblar os outros, viver à beira do penhasco causava a maior das adrenalinas.
Eu fui um amante fiel do perigo.

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