24 de jun de 2010

desabafos redigidos

Meus medos e receios são totalmente involuntários.
Temo não conseguir falar do passado e passar uma mensagem clara sobre minhas expectativas futuras. Tanta mudança! E o tempo passa... Nós não mudamos nossa essência em função das alterações no calendário, somos muito mais complexos que isso. As grandes mudanças levam tempo. Ou são pontuadas por momentos especiais, quer sejam tragédias, conquistas ou convicções pessoais. Posso falar com alguma propriedade sobre o assunto. No decorrer de minha vida houve diversas mudanças. Algumas radicais e outras tão suaves que eu mesma só as percebi quando parei para pensar no assunto. E hoje percebo que essas mudanças, em sua maioria, estiveram diretamente ligadas com o meio social, que posso chamar de meu “mundinho”.
Nessa vida já tive a felicidade de passar por amores e inúmeras paixões. Sim, inúmeras, pois sou da firme convicção que todos se apaixonam o tempo todo, quer seja por pessoas, por coisas, por situações, enfim, sei lá. Mas, ao contrário do amor, que é perene, a paixão é fogo, que arde e dilacera, até que vai se aquietando e se apaga de vez ou, como na maior parte das vezes, se transforma numa acolhedora brasa, com a qual convivemos - não sem antes ter deixado algumas cicatrizes ou queimaduras.
Quando pequena era uma das meninas mais comportadas da escola. Notas boas e um comportamento de “cão perdigueiro”. Faltar à aula era algo jamais cogitado e a obediência cega aos padrões estabelecidos pela sociedade era o roteiro para uma vida feliz. Chegou a adolescência e os feromônios se agitaram… Recebia constantemente ameaças. E uma primeira grande mudança: uma gravidez inesperada, fruto de uma violência física e psicológica. O corpo mudou completamente, reprimida pela religiosidade de meus pais, de repente percebi que até o gosto musical se tornou mais ácido. A vida era boa e o futuro simplesmente não existia. Perdi as amizades que tive nessa fase e agora me senti completamente sozinha. Afastada das atividades da igreja, fiquei dois anos sem sair de casa.
Algum tempo passou, a vida continuou e conheci a pessoa que achava se minha alma gêmea. Enamoramo-nos e casamo-nos. A vida era boa e o futuro havia chegado. Os valores da adolescência foram ficando de lado e a vida adulta manifestou-se no dia-a-dia. De tal maneira que a vida “deixou de me servir”. Mesmo casados por dez anos, fomos um mero casal de amigos. E como qualquer casal, o relacionamento se desgastou. Ele me tratou como um pai trata uma filha. Parecia obsessivo por ganhos financeiros e não queria viver para economizar. Eu pedia permissão para tudo que quisesse fazer. Impedida de estudar e trabalhar fora, pressões psicológicas surgiram. Agressão física. Humilhações: de repente me falava que não estava à altura física e intelectual do que ele sonhava numa mulher. Relação sexual estreita. Em uma de suas fragilidades, consegui convence-lo de estudar psicologia e ajuda-lo a ganhar mais rendimentos. Consegui. E até hoje não houve um desfecho final. Mas EU mudei... E hoje eu quero mais. Quero mais compreensão, mais parceria, menos vida doméstica, mais desafio profissional.
Vim ao mundo nove meses após minha mãe engolir uma sementinha de melancia. Sempre imaginava como seriam desconfortáveis os galhos dessa planta saindo pelas orelhas, boca e nariz enquanto a fruta crescia visivelmente na barriga. Quando descobri a possibilidade de ser trazida pela cegonha, não acreditei. Como um pássaro tão frágil poderia trazer um bebe pelo bico? E se deixasse cair? Por isso que nenéns negros podem nascer em famílias brancas? Eu também caí do bico? A melancia parecia mais óbvia! Foi no dia 16 de novembro de 1978 que eu via luz pela primeira vez. Não posso detalhar por eu mesma esse fato porque realmente não me lembro. Para transcrevê-lo, fiz uma emocionante pesquisa com meus familiares.
Faz bem quando o passado é contado de uma forma tão informal, por pais que sentem orgulho de cada momento vivido! É gostoso sentar com o papai e a mamãe e relembrar cada situação, chegando à conclusão de que vivemos constantemente mudando nossa forma de pensar e agir. Tive que rir das histórias inventadas e confundidas de meu pai, que teve minha mãe ao lado corrigindo-o incansavelmente. Não tive direito de interferir, pois este início de história pertence mais a eles do que a mim. A emoção nas palavras e lembranças fez-me apenas ouvir e gostar. Sou a filha do meio de três mulheres que minha mãe teve com parto normal. Sempre ouvi dizer que a filha do meio é a ovelha negra da família. Talvez! Gostava de ser comparada com fadas e bruxas em toda minha existência. Os “setores” do subconsciente tinham nomes antes mesmo de eu saber da existência deles. Ovelha Negra trás na lembrança a magia e o que se tornou fenomenal foi o quando soube que fui gerada em meios de simpatias e superstições.
Mesmo quando nasci o mundo não parou para me ver! Ladrões, cientistas, políticos e esportes continuavam as rotinas. No ano de 1978 o corpo de Charles Chaplin foi roubado do túmulo e James Chrsty descobre Caronte, um satélite de Plutão.
A D. Morte não tirou férias e mata dois papas nesse ano - Papa Paulo VI depois de 15 anos de pontificado e Papa João Paulo I depois de 33 dias de pontificado. Falando em religiosidade não posso esquecer de mencionar que nesse ano teve suicídio em massa dos seguidores do Pastor Jim Jones, morrendo 912 pessoas.
Sou a única filha “programada”, como meus pais já tinham uma menina, desejavam profundamente que nascesse uma criatura do sexo masculino. Para isso se entregaram às luxurias das simpatias e superstições. De todos os casos contados, fiquei imaginando meu pai pelado, de botas, em plena lua cheia, pensando numa bolsa escrotal por meio de minhas pernas. No dia do parto chovia muito, relâmpagos e trovões faziam das 14h de um período assustador e revelador, pois a “bruxa estava solta”. Quando nasci quebrou-se a esperança de ter um filho macho em casa, mas eles me amaram intensamente. Eu fui à filha mais adorável que um pai podia ter: feminina e muito esperta.
Meus pais sempre foram meio “nômades”. Morei em diferentes paises, cidades e bairros. Acredito que se não tivesse tantas mudanças, minha vida não seria história emocionante. Lembro perfeitamente que sentia orgulho em meus 15 anos de dizer que meus pais estavam 25 anos casados e tinham mudado 15 vezes de casa. De todos os lugares mais bizarros que se pode imaginar, no interior do Paraguai foi o mais marcante. Era interior do interior. Quando nos mudamos pra lá eu tinha quatro anos de idade e lembro perfeitamente o dia da partida. Fomos (eu, minha irmã e minha mãe) escondidas na parte de trás de um caminhão de carga, coberta com uma lona. As lembranças da emoção e expectativa que tive de viver algo totalmente mágico naquela carroceria ainda são claras, e não entendia o porquê das lágrimas desesperadoras da minha irmã mais velha em deixar suas amigas, no Brasil.
Morei no Paraguai na idade de 4, 5 e 6 anos. Minha irmã morava “na cidade” com amigos da família, para estudar, e eu morava no sítio com meus pais. O meu desejo na época era intenso de estudar, contava nos dedos quanto tempo faltava para eu chegar à idade de minha irmã e poder também pertencer a uma instituição escolar. Quando cresci, meus pais acharam conveniente morar “na cidade” também, lá tinha escola e emprego melhor. Ansiosa, ansiosa, ansiosa! Fui matriculada na escola que minha irmã estudava. Aquilo era enorme! Ouvia dos mais velhos as histórias horríveis de como era uma escola: professora que tinha régua e batia nas mãos, alunos de joelho em grãos de arroz, chapéu de “burro”... Nada abalava meu desejo de ir à escola. No meu primeiro dia de aula, uniformizada, o tênis-congas com as meias compridas, a saia de pregas, azul e branco... Senti-me num filme encantado. Chegamos ao portão, tinha muitas crianças, pareciam todas ansiosas, tanto como eu... A escola suspendeu as aulas, não lembro bem o porquê, mas só retornaríamos no mês seguinte. Ah que decepção! Porém continuei a sonhar! E no mês seguinte, voltamos para o Brasil. No dia que voltamos, fiquei me imaginando com aquele uniforme, enfileirados, marchando com meus coleguinhas (porque imaginava a escola como um grande parque de treinamento, que desejava profundamente). Meu olhar era molhado, lágrimas dentro daquele Fusca, vendo a escola passando e a frustração de não ter vivido momentos sonhados.
Cheguei ao Brasil e minha esperança em integrar-me a um grupo escolar recomeçou. Eu era aquela do tipo: que fazia o que podia para ser aceita no grupo, agradava a todos e mesmo assim era humilhada. Faltar à aula era algo jamais cogitado, e a obediência cega aos padrões estabelecidos por minha família era o roteiro para uma vida feliz. Criada rigorosamente dentro de padrões religiosos, não podia ir de calças compridas na escola (mesmo no frio) porque eram consideradas roupagens masculinas. Fui privada de vontades e desejos que criaram uma imagem diferenciada dos demais colegas, e frustrou. A dança, por exemplo, mesmo como tema da aula de Educação Física: não podia! (era considerada uma exposição do corpo, que direciona a sensualidade, e essa caminhava longe dos preceitos familiares). Qualquer aula extra à classe era extremamente proibida: “só se for para cuidar da horta da escola”. Então me tornei a líder da horta escolar! Parece cômico, mas era um escape para os problemas de casa.
A minha mãe trabalhava a maior parte do tempo não podendo estar comigo e minhas duas irmãs. O meu pai viajava sempre, voltava pra casa depois de 35 a 40 dias de estrada, e minha irmã mais velha que cuidava da gente. Essa por sua vez, em plena adolescência e tamanha responsabilidade, transformou-se numa tirana: não me autorizava estar com colegas e muito menos ir a casa deles para fazer trabalhos em grupo. Meus pais jogaram nas costas da minha irmã um sítio, com gados e diversos animais. Dividíamos nossos estudos para cuidar do que eles não assumiram. Nessa época já estava com 11 anos e ela, com 16.
Minhas fugas para a escola se tornaram freqüentes, assumi o máximo que pude de trabalhos e eventos, esquecendo que era taxada como “a crente” e negada a participar de diversas tarefas. Lembro de uma peça de teatro que a escola faria com nossa turma de quarta série, num grande evento da rede municipal de ensino sobre O Meio Ambiente e minha professora de artes queria me colocar como a atriz principal, alegando expressão corporal e bio-tipo para o papel, quando outra professora manifestou-se contra por causa de minha religião, toda esse discussão foi pública. Outrora, escondida de minha família, fiz uma peça de teatro, e tive que ir ao centro de eventos em outro bairro para apresentarmos a peça que foi ensaiada o ano todo: fomos ao grupo, vestidos, com nosso figurino, e o meu era uma calça comprida!!! Resultado: expulsa da igreja e castigo lastimável. Com freqüentes castigos e humilhações públicas feitas por minha irmã e professores, fiquei assustada! Os professores, com falta de respeito inventaram apelidos e meu nome foi esquecido: “oh crentinha”, “ei menina da seita”, “santinha do pau oco”, “loirinha de joelho ralado”. Lembro exatamente do nome e sobrenome de cada professor. Encontro-os de vez em quando nas ruas... E quando esse reencontro acontece me pergunto: será que eles sabem o que fizeram?
Sétima série: transição! Minha professora de matemática era uma modelo de passarela, linda, rica e esnobe. Minhas notas, não sei por que, estavam muito baixas: 1 bimestre: 6,0 – 2 bimestre: 6,5. Foi quando ela recebeu um cargo de confiança na prefeitura e teve que nos deixar! Destino? Não sei, mas o professor substituto mudou minha vida! Terceiro bimestre: 10,00 – 4 bimestre: 9,5. Ele dava aula de teatro no período extra na escolinha. Eis uma mudança: acreditar que eu posso fazer diferente, e que valha a pena tentar.
Apesar da pele de cordeiro, minha fama continuava sendo a de lobo… E mudanças, depois de implementadas são praticamente impossíveis de se desfazer. O ânimo tornou-se efêmero, quase findável. Minhas atitudes circundavam um desatino uniforme, que para ser sincera, incomodava-me profundamente. Não queria passar por complexos variáveis de melancolia muda. Não dói, mas abre ferida. Escrevi! Com um caderno e uma caneta, confessei para o papel meus medos e desejos. Andava lendo demais, aconselharam-me a viver a vida mais intensamente. Como se fosse assim tão fácil!
Estudando Freud a fundo percebi que temos um objeto de desejo que jamais será alcançado. Somos completamente insatisfeitos. Uma das principais causas do fim de um relacionamento, a infidelidade destrói a auto-estima e a confiança dos casais e pode acabar com as bases de uma relação. E é bem comum fazer compras erradas... Quando chegamos em casa descobrimos a inutilidade, e então fica aquele entulho no quanto da sala nos olhando meio torto e dizendo eu não precisava estar ali. Geralmente não lhe damos ouvidos, eles ficam falando sozinhos, incessantemente. Com o tempo, vendo a bagunça da casa e cansados do certo ruído, o tiramos de lá e o enfiamos dentro de algum armário. Longe dos olhos, mas também longe de entender. Mas isso é o destino das coisas inúteis, amontoarem-se, não? Para que ir até lá? Por que olhar pra essa coisa inútil e tosca? Por que admitir que essa coisa é exatamente o que a forçamos a ser? Quando dei conta que posso ser amada enchi de sonhos. Encontrei uma pessoa de bom humor e as manifestações de carinho são sinceras. Diz me aceitar do jeito físico que sou, por não estar se importanto com a “carcassa”. Cada encontro se tornou uma emoção, algo diferente.
Meu casamento não atingia as expectativas, fui em busca algo que o meu parceiro não oferecia. Uma saída, aparentemente mais fácil. Aproveitei o casamento como margem de segurança e busquei momentos reduzidos, aproveitando a energia e a inconseqüência de uma adolescente. Aproveitei-me do carinho que pude resgatar de uma pessoa alheia para me suprir. Atitude narcísica!
Eu apenas posso dizer que não tem um jeito eficiente de controlar sentimentos e que é terrível ver o sonho voar, por mais que o sinal de alerta pisque, por mais que gritemos, por mais que nos gostamos: é impossível saber qual mistura se passa no outro. Acho que as coisas não deixam de ser apenas por uma coisa errada entre muitas outras certas. E a culpa não estava em estar com mais alguém: sim por estar deixando alguém na expectativa de ser correspondido. Uma pessoa boa. Uma baita narcisista é o que sou! Uma baita egoísta! Querendo o outro por perto para MEU próprio bem!
Não há como escapar da nossa natureza. Acreditei o quanto era bom mostrar que precisamos das pessoas por perto. Ilusão! Queria apenas a vontade de ser compreendida, mas qualquer verdade a dizer poderia doer. Aquela dor que a gente também conhece: de não ser amado na mesma medida. Essa nova bisca por esse novo ideal me fez repensar a liberdade. Mas pra que complicar tanto? Afinal, a única coisa que queremos é nos sentir bem e nos preencher. Preencher a falta. Penso que se a falta sempre existiu e sempre existirá, vale a pena se acomodar e não busca-la? Essa busca que de tanto me fazem voar e deixam a gente fora de órbita. Procuro pela minha falta, procuro ainda por esse estranho todo, mas sem me desconectar de mim mesma. Enquanto isso me escondo atrás de máscaras com medos, e aguardo a sentença. Construo cenas. Planejo mudanças, necessárias para ser exaurida das agruras deste mundo putrefado e medíocre... É porque prefiro a liberdade do meu estilo. Resta entender o porquê pressinto um mundo que não pode ser encontrado e as linhas que cruzam a realidade são tão finas que não podem ser cortadas. O fato é: não consigo ver a realidade sem viajar pelo que está além dos fatos. Por mais que eu seja cortada e machucada pelo sólido, gotas são sugadas pela minha mente. Não é possível escapar.
Auto-analise: enxergar a mulher que eu sou... o sentimento que eu pude sentir sozinha, sem ninguém pra me ajudar, sem nenhuma palavra de consolo, sem abraços, beijos, conversas que eu pudesse desabafar e me sentir melhor. Já que até disso me privei para agradar, e analisar cada passo que eu dei, durante a madrugada, cada hora passada sozinha enquanto ele fazia alguma coisa melhor, cada emoção anexada às frases que ouvi, fossem boas ou ruins. E não me vejo uma falsa, uma estúpida, nem enxergo nada errado nos meus sentimentos. E eu ainda sinto hoje. Sinto muito, mas sinto por mim. Porque qualquer pessoa que analise as coisas do jeito que elas realmente foram, vai concluir: eu mereço mais.
Mereço o devido respeito, e a exclusividade que me cabe. Mereço mais do que falsas esperanças, eu mereço ter algo real pra acreditar, pelo que seguir em frente, e agora, eu sigo em frente por mim. Mereço ser tratada com dignidade, receber o valor que tenho. E mereço ser amada, incondicionalmente. Não preciso aturar tentativas inúteis de pedir perdão da parte de outros, aprendi que certas maldades são imperdoáveis. Não as julgo pela atitude e sim pelo contexto social.
Como eu, que sorri, chorei, sofri, senti as piores dores imagináveis, estou aqui, mais viva que nunca, devidamente recuperada, mais forte, e surpreendentemente adulta. Eu cresci, e juro: nunca me senti tão madura, tão orgulhosa de alguém. E agora, sem precisar de apoio, me levanto a QUALQUER hora, pra bater palma pra MIM MESMA.
Com todo o receio de escrever minha história, percebi que ainda preciso mudar! Obrigada a reavaliar situações e atitudes conclui que os interesses já não são os mesmos e que a solidão não se faz mais presente. Passei por mudanças que foi na realidade uma evolução. Não quero dizer que evolui para um ser melhor e mais bem acabado; simplesmente evolui. O que sou hoje é reflexo de tudo por que já passei. Disso Vygostky entende perfeitamente!
Problemas existem e sempre existirão. A caixa de Pandora foi aberta e cada vez mais se escancara… seus males jamais retornarão? A competência de evoluir é intrínseca a cada um de nós para que possamos suplantar - e aceitar - esses “males” no decorrer de nossas vidas. É de uma agradável falsidade achar que a vida já foi melhor e que poderíamos retomá-la de algum ponto no passado. De igual maneira a revolução e o reinício também poderiam ser encarados como simplesmente mais uma fuga, se acovardar diante do problema ao invés de enfrentá-lo.
Por mais que me sinta tentado a resgatar uma fase boa que já passou, ora, já passou. Devo, sim, manter presente aquelas características que me tornaram o que hoje sou, mas também devo aprender com minha vida atual. Não pretendo matar ou sufocar minha essência até que seja necessária nova erupção vulcânica de mudanças. E impor meu ponto de vista seria de igual maneira sufocar ou matar a personalidade de outrem. A vida é boa e o futuro voltou a ser longínquo. E é lá que deve ficar.
Afinal, como diria Caetano “... gente é pra brilhar...".

3 comentários:

*** Cris *** disse...

Então brilhe, mas brilhe com o Sol, vc é capaz, com certeza!
Bjs!

Mariane disse...

Calma amiga, calma.

Mariane disse...

Valeu tua visita, foi inspiradora como sempre!
Beijos